quinta-feira, 3 de abril de 2025

 

Grotescesncias, obrigada mãe!

 

E o silencio deu lugar ao que antes provocava risos

A escuta aguçada pela descoberta de que a seiva está debaixo da casca

Que o sangue que corre nas veias também se envergonha e se autopune

Dando lugar a sons ocultos e que se manifestam no corpo, ainda pulsante.

 

Abrem se janelas, diante das escutas

Matinais e noturnas, que costuram e remendam os retalhos colhidos durante o dia

A luz que entra assusta. Limpa a escuridão do que antes tapava os olhares

A fenda que se abre racha um chão cheio de certezas, eufóricas e traiçoeiras

 

A viagem pelo campo maravilhoso das possibilidades iluminativas

Faz dos encontros matinais e noturnos, mais que acadêmicos, mas vitais

Entre as fendas, novas verdades postas procuram se esconder, ilusionismos vãos

Educadamente as cancelas são empurradas por um carinho sábio e intrometido

 

E o rubor se instaura como um sinal de que nem tudo era assim tão certinho.

E entre um desculpe vou ter que ver isso melhor, filha e um será que estou pensando no caminho certo?

Um dos elos da corrente que lacrava a janela risica, se rompe.

E a verdade, promove outro nascimento a repetição do momento milagre.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário