Grotescesncias, obrigada mãe!
E o silencio deu lugar ao que antes provocava risos
A escuta aguçada pela descoberta de que a seiva está debaixo
da casca
Que o sangue que corre nas veias também se envergonha e se
autopune
Dando lugar a sons ocultos e que se manifestam no corpo,
ainda pulsante.
Abrem se janelas, diante das escutas
Matinais e noturnas, que costuram e remendam os retalhos
colhidos durante o dia
A luz que entra assusta. Limpa a escuridão do que antes
tapava os olhares
A fenda que se abre racha um chão cheio de certezas, eufóricas
e traiçoeiras
A viagem pelo campo maravilhoso das possibilidades iluminativas
Faz dos encontros matinais e noturnos, mais que acadêmicos,
mas vitais
Entre as fendas, novas verdades postas procuram se esconder,
ilusionismos vãos
Educadamente as cancelas são empurradas por um carinho sábio
e intrometido
E o rubor se instaura como um sinal de que nem tudo era
assim tão certinho.
E entre um desculpe vou ter que ver isso melhor, filha e um será
que estou pensando no caminho certo?
Um dos elos da corrente que lacrava a janela risica, se
rompe.
E a verdade, promove outro nascimento a repetição do momento
milagre.
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