cebolinhas no jardim das baunilhas
tenho muitas dificuldades na vida
muitas mesmo...
uma delas é lidar com a morte.
a morte tem o seu inicio, logo quando o milagre acontece, o milagre da vida já vem com o dizer
você só tem uma certeza nessa vida, você vai morrer...
e eu, ainda tenho dificuldades de lidar com isso.
tento ver a poesia na tal fulana, mas, não consigo.
hoje, estou aqui a dizer sobre como assisto aos processos de morte?
é isso, vi que cada morte, ou mortes, são processadas ao longo da vida.
para os humanos, a genética indica alguns parâmetros. A avo viveu 100, o primo 77 e por ai vai...
para os bichos, depende muito, e de muita coisa... se alguém vão mata-los. se o clima esquentar, se, se, se... de tudo depende a vida deles
para a fauna, como conjunto de todos os animais, a cadeia segue sua ordem... assim como para as plantas da flora, que são totalmente dependentes dos humanos, pois nem saem do lugar... a morte delas, é determinada, ou, controlada... quando não necessária...
sim. as vezes para os humanos a morte se torna necessária...e quem sabe, ate para os outros animais e ate plantas? eis um dos maiores mistérios da morte...
tenho algumas responsabilidades com seres vivos que cuido. minha cadelinha Mel, é uma delas. Minha flor branca da rosa do deserto, adotei como minha responsabilidade, depois que minha mãe me seduziu, eu gosto mesmo é de begônias e hibiscos... admiro as rosas e seus espinhos, os grandes raios dos manacás e todo tipo de rosas e sensíveis flores, quanto a rosa do deserto, me apaixonei pela sua similaridade com os baobás.... e foi a mãe que me fez nascer esse sentimento
observo como elas nascem e como morrem...
ficam lindas e se vão, com um rápido mercadinho, as vezes, as rosas do deserto nem isso... caem lindas, achei isso muito interessante. vê-la no chão, linda, me deu um chacho...
mas, foi ao colher cebolinhas que minha antena de sentimento sobre os significados da morte, na vida, que percebi que a morte coletiva emociona. assisti, a moita de cebolinhas ir morrendo, aos poucos.
suas raízes foram secando, e tomando conta do verdinho, e eu, o colhia, impiedosamente, para temperar um outro sentido, que vorazmente o devorava.
com as cebolinhas aprendi como é fácil matar coletivamente, basta devorar....
TIA VEM CANTAR PARABENS PARA A VOVO
MARIA CHEGOU AGORA
AMANHA CONTINUO
COM A VIDA NO JARDIM DAS BAUNILHAS.
A avó da Maria é a minha mãe
nesse dia 19 de agosto ela completou 82 anos. A reunião surpresa a qual maria me intimou, contava com um bolo, que a Alessandra fez, pães de queijo que a própria aniversariante fez, uma de suas receitas magicas, alguns salgadinhos, que o João comprou junto com uns refrigerantes e uma casa muito limpinha, que também fez parte do presente: A limpeza que dona Zulma, passará a fazer, dividindo os afazeres do apartamento dois, comigo e mãe. a escada ainda continua comigo e eu a havia lavado um dia antes.
estava tudo lindo. eu e mãe, estávamos meio in natura. fomos pegas de surpresa, mesmo.
chamei quem estava no prédio e fomos fazer parte do grupo
eu, Kevin, Alessandra, João, maria, Kevin, dona zulma, sua filha e a dona maria, compunham o quadro.
faltou fosforo para acender o bolo, lembrei de minha estrelinha de palitos e assim, corri em casa e a peguei, Alessandra acendeu as velhinhas e disse, guarda essa estrela Izabel, ela é muito importante.
a velhinha acendeu varias vezes e a maria foi espetacular ao gritar viva a vovó e ao cantar a vovó será abençoada. foi espetacular, emocionante e muito gostoso ver aqueles vínculos de amor preencherem o espaço que minha mãe orgulhosamente construiu e concebe com tanto carinho, como o lugar que ela quer viver todos os seus dias de vida.
hoje dia 21 de agosto, estamos nos organizando para outro evento, a cirurgia da mãe. estamos meio como baratas tontas, mas tentando nos equilibrar uma na outra, a mãe sempre diz "quando uma fragiliza a outra tem que ficar forte" e assim fizemos.
Esses dias anteriores foram complexos e esperançosos, mas, confesso, que senti que o momento chegou pegando nos duas com um pouco de desorganização, e, com receio do que virá.
estou entre querendo me mostrar forte e com muita vontade de chorar, colocar minha maezinha no colo ou, dentro de meu utero, porem a unica coisa que consigo é abraça-la e dizer estamos juntas.
a meire, sempre liga, veio aque,é um alento. eu sei que ela gostaria de ficar aqui o tempo todo, mas, toda mulher é rede de apoio a tantas membros da familias, que, ela faz mais do que pode, comigo e mae. a pedido da mae, nao contei em goias, mas a vontade de ter a Santinha aqui comigo é bem grande.
tenho amigas, mas, como disse, sao maes de familia e seus tempos são gastos com os seus, assim como eu e mae
os irmaos Wander e Evaldo, estão longe e acompanham com mensagens de afeto e esperança de que dara tudo certo.
estou preocupada com as plantas e sinto que a mae esta apreesniva com a separaçao dela de suas baunilhas e demais plantinhas,
acompanhar esse processo de diferenciaçao e muito doloroso, pelo que ela ja repetiu, com a mae e eu saber disso. ela ja se separaou de tanta coisa que ela gostava e que era marco de sua interdependencia com as coisa divinas, como ela trata as suas plantinhas, foram tantas veses, desde a fazenda da boneca de porcelana que ela deisou na janela, do barco carmelita que fazia a travessia do rio que ainda confundo o nome, mas que divide minas de sao paulo, do dia do assalto que a fez separar de suas pimentas, e foram tantas pimentas, as quais ela chama de ouro da agricultura, por serem lindas e sedutoras para vender e ainda de facil transporte, da vez que se separou da parreita de mais de vinte anos, e ainda da separaçao da sua baunilha que ja dava flor, a qual agora ela tenta salvar sua muda de seis anos e que espera a floraçao....
o joao chegou
agora é preparar para ir para o hospital
cheganos ao hospital as 3 horas e vinte minutos. o hospital geral de cuiaba é maternidade, faz cirurgias de complexidades e entre outros atendimentos.
o joao havia passado la e ja sabia qual a porta que entrariamos, do bloco de internaçao. demos entrada nos papeis e fomos ao espaço de espera. Uns vinte minutos e o rapaz que acompanha, veio nos chamou a acompppanhá-lo ate o quarto, o joao nos acompanhou carregando as duas bolsas. cada uma do volume aproximado de um garrafao de vinte litros de agua e do peso de roupas, a mala branca e da outra similar no volume o peso era o de mais ou menos meio quilo de maquiagem e mais roupas.
logo ao entrar, passamos fizemos a triagem. momento em que mae e filhes, tiraram duvidas e fizeram pedidos, um deles, que se precisasem entubar a mae, utlizassem tudo de criança, pois, ela tem um problema interno no torax, o bocio mergulhante, ao qual ela denomina de melao dentro do peito, que a acompanha e nos acompanhamois sua evoluçao ha uns dez anos, apreensivamente, o que sabenos dele vendo as fotos é que ele é bem grande e por ser silencioso e nao agressivo, ainda nao foi cirurgiado. esta agora na fila para novos exames e depois deles, novas providencias, segundo a endocrinologista, a qual passamos, dia desenove de agosto, dia do aniversario da mae.
joao estranhou o tanto de volume. pra que tudo isso? nem respondi, diante do olhar atento do moço que nos acompanhava no elevador. mal sabia ele, que naquelas malas estavam faltando tanta coisa, pois metade delas eram paninhos para conter a urina da mae, pois a bexiga dela, motivo principal da internaçao, iria molhar aquilo tudo numa noite, porque fralda era insuficiente para conter o metodo que ela despejava seus liquidos, devido ao tipo de prolapso. fiquei quieta, e me senti acolhida, pelo ohar e meio riso que o rapaz que nos ajudava me direcionou, ele entendia, pois de certa forma estava ciente do tipo de necessidade que teriamos. no sorriso e olhar dele, vi a minha afliçao, diante da constataçao de que o que pareceu muita coisa para o joao, mesmo que eu tenha evitado de levar tantas outras coisas necessarias, era quase insuficiente, diante da potencia do problema de minha mae. mas, eu sou criativa, pensava comigo e vou sempre dando um jeitinho, quando esta na minha mão. E tanbem eu poderia estar enganada em meus prognosticos, sobre aquela situaçao. So a nossa experiencia diria.
meus prognosticos estavam certos. chegamos ao quarto, com cinco leitos e vi la no cantinho proximo ao banheio uma cama vazia. era a nossa, pensei. era. E, internamente comemorei, ao ver o banheiro tao proximo a cama
demos boa tarde a todas as mulheres e sob os olhares atentos e solidarios, nos instalamos, eu na cadeira e a mae na cama de lencois bem brancos.
agora era so aquardar.
lembrava do sol escaldante la fora e sentia o frescor daquele ar.
os dialogos começaram a acontecer e a mae interagia com todas as mulhere. eu reparava nas acompanhantes. eram tres e eu. Prestava atençao em tudo que faziam. seus gestos, suas posturas frente a paciente e nos movimentos ao servirem o lanche, falar com os profissionais, e, em tudo que acontecia.
nas falas, mae contava sua historia, suas experiencias, com costura, com as plantas, com os filhos, com o amor de sua vida, falava das especificidades dos filhos, do orgulho de ser mae de quatro filhos de boa qualidade e entre um detalhe outro, as mulheres e homem do local, ficavam presos a teia de tanto conhecimento que pairava sobre seus olhares, que refletiam em perguntas variadas. como germinar plantas, como a senhora aprendeu a costurar, nossa como a senhora andava de moto em 75, e entre coxinhas e casas, ela se apresentava, aos presentes. a senhora é uma sabia, disse uma colega e eu complementei, é uma cientista da vida e das vidas. uma das internas disse, e anonima nao e?
a noite foi chegando quando uma das acompanhantes se despediu e em seu lugar, um filho da senhora que tiraria o utero, sentou se no lugar da irma. agora iria ver a açao de um cuidador numa maternidade. Achei o momento excepcional e lindo.
os olhares de acolhimento, aconteceram entre uma risquinha de surpresa. Era um homem de uns quarenta anos, alto, bem forte e negro. Chegou calado, deu boa tarde e se sentou, por uns intantes, camisa suada, nas costas, ar de quem estava na lida, reconheci porque sempre que posso me olho no espelho depois de um dia corrido e cheio de afazeres, como se estivesse procurando meu espectro, para dar noticias de mim. ele era um trabalhador e moço de familia. pensei, depois de ver sua figura e delinear um arquétipo ao qual ele se assemelhava, coisa de humano, procurar caixinhas ou arquetípias,. agora era ver a noite, como seria.
as mulheres de idades variadas, tinham suas enfermidades em tres locais diferentes do corpo, uma senhora com um ca no estomago e ja havia passado por cirurgia; a outra senhora bem alta, com um problema de coluna, aguardando ser chamada para o procedimento na nuca, tres com problemas ginecológicos envolvendo utero e bexiga, uma jovem esperando uma laqueadura, uma senhora mais idosa esperando para retirada e minha mae na espera para retirar o utero e arrumar a bexiga prolapsada.
a noite chegou e como a sala e bem gelada, protocolo, senti falta da terceira mala, de cobertas, ou de roupas quentes, o frio era intenso. me senti dentro de um choping center, numa festa no gelo. nesse momento, a mmulher que seria laqueada, me diz, olha pega esse lençol parece que vai fazer falta ai e aqui meu pai trouxe cobertas, pega ele. ufa, esse gesto salvou minha pele. joguei o lençol porcima do da mae e peguei meu peleguinho de um metro e meio, que levei sob o protesto do meu irmao que reclamava do numero de malas. outro salvamento.
minha mae, fez nove chichis, bem volumosos, utilizando quase toda a mala de paninhos. desocupei uma, que menor do que a outra deixei para ser o deposito de expurgo, visto que secar paninhos ali, nao daria certo. Colocavamos os paninhos com xixi dentro dessa sacola e a fechavamos. era uma atitude emergencial e pensada como ato de sobrevivencia onde quer que eu e mae fossemos, em todo tipo de viagem, e nessa não foi diferente, mas com mais volumes de xixis. as dez horas, uma das senhoras pede que apaguem a luz. assim foi feito. as luzes do quarto se apagaram e mais uma vez celebrei estar perto da porta do banheiro.
o ar frio do quarto, penetrando em meu pelego e pele, me deixou coxilar por uns setenta minutos, picados, entre um momento urina e recuperaçao do sono.
minha mae preocupada com minha dor no braço, perguntava, como eu estava e eu respondia que estava tudo muito bem, sem dores e que havia levado minha cobertinha. ela ficava tranquila e eu tambem, para curtirmos nossa viagem no onibus/aviao para o melhor destino do mundo, a cura
durante a noite, a senhora com cirurgia abaixo do estomago, teve muitos problemas para ir ao banheiro, dores fortes e a fraquesa na recuperaçao da cirurgia, fazia com que a cuidadora tivesse que se desdobrar para conseguir dar conta do seu trabalho, nesse momento, o rapaz mostrou o quao valoroso sua presença era e seria. a senhora reclamou insegurança, e ele se levantou, disse as duas que poderiam ir ao banheiro que ele estaria atras das duas amparando. que cena linda, ver aquele corpo grande, protegendo as duas mulheres, enquanto a senhorinha se equilibrava nas frageis pernas, ainda assustada dos toques das agulhas e bisturis. assim passamos a noite. com num baile, em que a luz negra da noite se acendia ao toque das enfermeiras, nas tomadas e as luzes se acendiam mostrando a importancia do cuidado, em todos os seus niveis e aspectos.
à luz, olhares se entrecruzavam, cobertas remexiam e mesmo em tons baixinhos os obrigados fortaleciam o processo de busca a que todos ali estavam espostos e dispostos a participar. aqui uns cuida dos outros e todos nos ajudamos, diziamos, como um ato politico e afirmativo de que sosinhos não somos nada, nesse mundo, de brasil profundo como diz tao bem o meu irmao Wander. nessa noite, pude perceber o passar lento das horas e curtir cada momento afetivo e emocionante daquele lugar, sem influencias esternas, o que fazia com que qualquer temor relacionado ao procedimento na mae, ficasse sob o manto da certeza de que, com aquela energia tudo seria doce e salutar. com esses pensamento e sem ter que mudar de assunto em nenhum momento nossa rede de apoio mutuo venceu a noite, cada um com seus adversamentos.
os tons da noite, os pingos dos soros, os acendimentos das luzes, o homem ajudando a mulher, a mae recolhendo seus paninhos, o chao molhado de xixi, os lencois como mantas, os acenderes e apagares das luzes, tudo um conjunto inesquecivel compunham aquele cenario.
pela manha, minha mae foi para a sala de cirurgia, sete horas, depois, retornou. inteira e linda. tudo que havia pensado, passado, tanto de angustias como de certezas, passou ali e deu lugar a uma alegria, quase divinal. incrivel, doce, lindo, tudo cabe para adjetivar aquele momento, mas, a sensaçao de alivio, ao olha no retrovisor do veiculo que nos levou ate aquele local, durante a nossa viagem nessa vida, foi mesmo foi libertador, pra mim e acredito que para minha mae, tambem. obrigada Sus! obrigada Deus! obrigada pessoas, humanamente gentes nesse mundo e obrigada Jesus, por que foi por voce, que tudo isso ainda acontece e obrigada marido, por ter enviado o melhor cafezinho na garrafa marrom, ao hospital, e que deu um sabor bem diferente e unico ao campo de experiencias em que estavam imersas todas as pessoas naquele ambiente, cada um dos funcionarios e pacientes que me encontraram na saida, dividiram comigo o sabor de sua atitude. foi um cafezinha que coroou o evento de cura da mae.
hoje é dia vinte e tres de agosto do ano de dois mil e vinte e cinco e estou muito feliz, por ter mae de volta de uma mesa de cirugia aos oitenta e dois anos como ela ressalta sempre, e exibe o seu lindo rosto de menina. uhuuuuuuu
hoje, 24 de outubro, esta um frionico, como diria meu pai biologico, ele tinha um que de previsionista e tinha um dom de pintura, era o artista plastico do pixe. pegava pixe, aquele oleo de asfalto e desenhava predios, criando cidades e ruas, exercitanto um arquiteto interno e intuitivo, alem de um artista maravilhoso. recordo dos que vi nas tabuas das paredes de nossa casa, feita pelo DNER e que foi palco de um longo periodo de minha vida. umas cidades lindas, com predios imensos e ruas com pessoas e carros da epoca. ainda agora, me vejo perguntando a ele, o que era aquilo e ele dizer, que eram umas casas emcima das outras e que existiam em muitos lugares do mundo, mas, que eram muito muito longe mesmo.
lembrei dele, porconta do frionico, ou, friosico. bom esta frio. ele se foi aos cinquenta e seis anos e todos os desenhos se projetaram em predios imensos no lugar onde estava nossa casinha com suas tabuas cheias de arte. hoje, la é o lugar do forum da cidade. e as pessoas nem sabem quem sao as figuras enterradas ali, nas paredes, agora subterraneas.
mae esta bem, o dia esta poeirento, os moveis estao com uma camada de po, que preciso limpar, mas, estou com um pouco de indisposiçao. acabo prostergando. o trabalho sera longo. vou fazer agorinha, pois, tenho que terminar antes da chegada da mae, ela ama escada lavada e tenho que fazer isso, vou fazer numa alegria danada, porque ela esta de volta, depois de ter vencido os riscos da cirurgia e sair de la com vida e com exito na operaçao.
as baunilhas dela estao lindas, molhei ontem e hoje vou tratar delas novamente. devem estar com saudades de mae, as rosas murcharam, penso ser natural, mas, notei que algunmas plantas sentiram mais e com as baunilhas nao foi diferente, mesmo lindas, apresentam um aspecto de cansadas, parece que me interrrogam, com seus brotos torcidos em forma de gancho e avançados para o meio da sacada, interrompendo a minha passagem com o regador. as toco e balbucio, ela esta bem, fiquem bem, para recebe-la lindamente. resistam como ela resistiu as imtemperies. resistam, pois restam somente voces, as uvas se foram, o cravo tambem e a canela, cujo pe era orgulho de mae, tambem secou,,, ela tem a voces como trofeus, que destacam na prateleira de plantas, respeitando sempre a beleza e a companhia de todas, que ela cuida da mesma forma, mas, a espera pela flor da baunilha, é estraordinario de assistir, porque a mae sempre comemora o nascimento de uma flor, desde a plantaçao, ate a brotaçao e nascimento da flor, ela vive cada momento e celebra-os. a baunilha do jardim da sacada esta demorando e o momento desse encontro é aguardado por mim e por ela com toda a espectativa de quem espera a flor que a mae aguarda e guarda em seu corpo baunilha mae.
hoje a nossa visinha de internaçao que operou a coluna, saiu da uti, fiquei sabendo por acompanhar, via cuidadora, os seus avanços no tratamento. foi incrivel ver o que uma ciruagia opera, mais uma vez, ela ja esta andando e foi so uma cirurgia minuscula no nervinho da coluna na autura do pescoço. incrivel como a tecnologia salva e devolve vidas. ela estava totalmente incapacitada de andar anteontem e hoje, esta aprontando peraltices e dizendo os unhuns dela e dando os seus muxoxos, cada vez que é alertada para o repousa. assim como minha maezinha, que precisamos ficar de olho o tempo todo para nao aprentar sual estrepolias. a ciencia e a tecnologia, nas maos de pessoas certas e com incentivos de governos de qualidade otima, salva vidas num piscar de olhos. eu vivi para ver isso acontecer.
agora vou la para o casarao dela, preparar suas coisas
A MEL
A Mel nasceu em 2011, maio, hoje ela tem 14 anos, é uma youkshire pequenininha.
Tem a vida cheia de acontecimentos importantes, copa do mundo, covid 19 e outros.
hoje dia 27 de agosto, mel esta tomando antibioticos. o meu tiao atende a melzinha de forma paternal. emociona. as veses me questiono sobre esses salvamentos, por muitas veses, acho que melzinha já esta enfadada da vida. Sempre que ela adoece, a gente salva ela. olho nos olhinhos dela, tento fazer com que se alegre, busco um sinal, nao encontro, choro, abraço ela, sinto suas unhas no meu peito, olho de novo nos olhos, 14 aninhos comigo, um filme passa, longo, com intervalos, tambem longos. como foi nossa vida, como chegamos aqui:? eu e ela sabemos. queria continuar, acabar, sei la, queria que ela estivesse feliz e assim eu tambem... muitas veses brincamos, olho para ela, ela me sente, vista curta, mas, sentido atento. se demoro, vai a porta, se roncava ela latia. hoje notei que curvada, nem late mais.... tem um amigo que cuida dela, lava, tira um pouco dos pelos e tosa, que disse que deveriamos fazer um livro da vida da mel. ele sempre ressalta isso, toda vez que a leva para o encontro com o sabao e o tratamento. nas so eu e ela sabemos que a vida dela é uma representaçao de nossa vida. silenciosos, sobreviventes e gratos a cada migalha de amor encontrada. somos mel... e ela nos e... familia mel. tudo que vivemos é intenso e com muita interdependencia, alguem adoece, mel adoece, nos curamos ela se cura. uma linha se mostra caminho tenue, mas, que nos fortalece. o que angustia é ficar sem saber como fazer mel feliz sabe, igual aqueles cachorrinhos de propaganda, mas, pelo que fazemos com ela, aprendemos e aprendo que ela se tornou uma como nos. calada, quieta e sobrevivente, mas, que se tornou grata, por ser a vida que ela conhece. uma nossa ancianzinha, nossa e nos dela, melzinha. ate onde isso vai? viveremos.
o mes de agosto se mostrou o berço da morte, tu es po e em po te tornaras, e isso faz com que o desanimo tome conta de mim. um desanimo ao limpar casa, ao limpar o po, afinal sao mortos. agosto tem o vento, tem ano que o vento tras fuligem, de queimadas, mas, tem agosto como o desse ano que traz o po. a fuligem e a fumaça, anunncia morte, o po, sáo os ossos da morte. ano passado foi fuligem nessa ano, o po. fiquei pensando ser isso... esse ano a poeira estta pesada, densa. ano passado, agosto ainda era fumaça. acredito que o vento esta tendo mais trabalho para carregar e direcionar nossos restos e espalhar os resultados de nossas irresponsabilidades e o mes de agosto, esta curto para isso. esta meio frio, como disse anteriormente. o friorico. agosto de puro po
na televisão a discussão sobre a adultizaçao, mas, como não adultizar, se na educaçao infantil, estão escolarizando, me doi falar sobre isso, mas, são tantos naos as criancas e ninguem protege de fato as infancias, fingem proteger e virou uma pastorizaçao de ovelhas mortas, ou, infancias quebradas e mortas, por assassinos instituídos.
o racional nasce, o sexual, sexuali, é constructo, é resultado e resultante das vivencias. o que que esse menino sabe? ele se curtiu? emfim, proteçao, desprotegida com bial, pela globo.
para mim esse cara é o novo alock que começou a guerra em israel, como avatar de guerra e esse com esse tema, para causar uma guerra em nossas mentes ainda criativas e náo vigiativas. aff, ninguem perguntou se esse menino se mansturbou e se a matirbaçao e proiibida... como conhecer o corpo e como compo-lo? e isso que eu gostarria de ser trabalhda.
esse menino e furo de um lugar de sem sentimentos irracionais e eu tenho medo desse racionalismo todo, porque acredito que o corpo fala e precisa se expressar.l.. senao ele volta como pó ou nos pos
no mes de agosto... mes da colheita do po e do seu acento....
o po, a visita dos mortos...
hoje, no dia vinte e sete de agosto do ano de dois mil e vinte e cinco era isso que queria contar, alem de dizer que fiz uma faxina, um carro de pet, cuidei de mae, comprei gas e agua, fui buscar folhas de algoda, fiz almoço com almondegas farofa arroz feijao, fui a secretaria, ao medico, limpei casa, pia, janela, lavei pratos e fiquei com pena de marido que trouxe remedio para melhorar a imunidade e outras coisas. bio nao sei o que...
a infancia foi quebrada faz tempo, mas, a midia branca, cinica, horrenda... so se interessa agora, pois, o momento exige que o brasil se torne uma palestina e como os trumpeiros nao conseguiram, veio esse sonso ai... meu deus... nosso martirio esta começando e o povo de brasil nao entende... vamos nos proteger amando nosso corpo e nossa sexualidade. sejamos felizes e busquemos fazer dinheiro com e para o que queremos consumir saudaveis para nois. amo mandioca, amo quiabo, amo brasilidade e serei eu, com prazer no corpo e com o meu corpo em todas as fases de suas exigencias de prazer, porque devemos amar o que nos mantem vivos e sem confusao, como tentam os que se acham racionais e que foram racionalizados, tentam.
quem foi alock, quem foi esse menino, de onde vieram o que viveram, o que estao tentando transformar situaçoes de vida em polemicas? pra mim guerra, pra eles consolidaçao de uma lacuna perigosa no brasil, a falta de apoio aos discursos inovadores e perseguidos em prol de discursos so reconhecidos coletivamente em mestrados e doutorados.... sei la gente, temos que nos unir, a tsunami vem ai e seremos liquidos em cadinhos....esse menino é so o raio que orienta o começo de uma batalha de criminalizaçoes e de não ofereta de conhecimneto de descobertas de aujtonomias, em nome de uma gurerra que nao pertence a ningurim somente aos poderosos e nojentos sonsos.
hoje foi o aniversario da maria, dia vinte e nove de agosto de dois mil e vinte e cinco. depois de uma rotina de mercado, 435 reais e alguns produtos da ipe para cadastrar, se der tempo, sempre esqueço ou perco a nota. aff. gostaria de enviar, já vi quem ganhou e estou precisando, minha empresa familiar, sempre me da muitas alegrias, mas, custa um pouco mais do que ganho. e olha que ganho bem. dai alguem vai dizer, que preciso ter educaçao financeira, mas, dai eu me deseducaria do meu amor.
enfim, o que me trouxe a deitar essas palavras foi que, nem sempre os acontecimentos dentro da bolha da vida sao rotineiros, um exemplo a fugidinha da mel, no carnaval. foi um aue. e agora, assistir sua idade avançando e o meu carinho por ela, ir se tornando uma especie de dor.... dor de diferenciaçao, minha mel está indo embora,,, e eu, no mesmo estado de dona de casa, mae, esposa, filha com todas as alegrias e delicias de minha existencia.
ate onde eu e mel vamos? nao sei e isso me alucina, pois, sei que o que faço para todos, eu faço e me dedico a ela igual, tudo que temos de alegrias e de condiçoes de vida ela tambem tem. mas, como faze-la feliz, com tamtas perdas. nina, thor, meg, seu joão, e tantas outras. será que ela sabe que tambem sofro. eis ai o meu elo buscado e ainda nao encontrado, sera que nossos animais sabem mesmo que sentimos suas dores? abraço mel e ela me sente, sei disso...
viver dentro da bolha da vida, é para poucos. viver dentro da bolha por muito tempo sem estoura-la é so para quem tem coragem e cuidado, uns pelos outros... é um campo de concentração de pessoas que se amam e que se cuidam, com seus pares, sejam irracionais, doentes, ou racionais e bem saudaveis. um quase ou total quilombo. a bolha da vida seria uma especie de aquilombalmento?
hoje no aniversario da maria o primeiro pedaço do bolo foi para sua avo, maria, minha mãe e comemoro muito isso na bolha das minhas vivencias.... vivo para ver e viver esses momentos, filho, com a nora, mel reistindo, tiao se adaptando, evaldo bem, e por ai vai... mae na bolha e vivaaaaa
salve vinte e nove de agosto o dia que a maria nasceu em nossa bolha ha nove anos.
nossa bolha, tipo aquilombamento, se for pensar que somos sobreviventes em um mundo de muita violencia e indiferença a quem nao tem o tal berço, está hoje com os seguintes acontecimentos. mae, depois do processo cirurgico ficou gripadinha. fiz uma limpeza la na casa do meu irmao, onde ela foi para se recuperar e eu fui para cuidar dela, pois, vi que a sua indisposiçao era alergica, e o pó que nos assola aqui no jardim santa isabel parece que esta se espalhando pelo vento cuiabano, talvez por conta de estarmos situados numa baixada, quanto ao relevo. Enfim, depois que todos foram para uma festa ontem, fiz uma limpeza e tirei o po. hoje ela amanheceu melhor. e de novo, o po, que viaja no vento e forma uma dupla imbativel para carregar virus e outras impurezas, se uniram para nos importunar. ha o vento e o po.... bem que poderiam mudar de comportamento, eu poderia ate ler um pouco, mas, fico o tempo todo limpando po e tirando sujeira das coisas, ou e isso, ou enfrentar gripes, alergias e outras intemperies.
o tiao esta fazendo o almoço, eu lavando roupas e casa. hoje lavei a escada. agora vou me preparar para retornar as escolas amanha. estou fazendo uma lembrancinha de bom dia para de manha e de boa tarde para a tarde. vou pregar uma balinha em cada uma. espero que amanha eu possa ter uma palavrinha com eles na abertura. ate amanha.
hoje o dia foi comprido. e a semana tambem. o calor foi intensificado em cuiaba. acho que no mundo todo.
mae voltou para casa, mel esta sendo medicada, e ainda sem poder se equilibrar. mas viva.
os sentimentos, confusos, mas, com o amor nateando, da vontade de expressar uma raiva, mas, sei que ohde ela me iria me levar, nao levaria a nada.
porque os discursos tem que ser tao divergentes?

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