quarta-feira, 2 de abril de 2025

 

Amor naturemor

 

 

Se e somente se você entrasse pala janela que te abro todos os dias

Imitando o pássaro que adentra as folhas da frondosa arvore

E que cantando agradecido, pelo colo oferecido, mesmo à revelia

A faz sentir o amor em seus toques e atos e farfalhar emanando seivas e néctares

 

Seria o encontro de um amor que nasce e morre a cada dia ao diferenciarem si

Ou seria momentaneamente a dose de felicidade que faz do amor algo n~~ao caro, mas raro

Sim o amor deve ser mesmo raro, como o passar do pássaro pelo galho da agora quieta arvore.

Ele, o amor, se distribui em partes como as penas e as folhas e passarinha.

 

Invade mundos com cantos, cores e encanta.

Voa. Deixa a arvore, imobilizada pela raiz que a faz piso, chão, teto, lugar

Fecham se as janelas, silenciam os cantos e se v~~ao os toques, mudam as estaçoes

Seca, fogo, frio, chuvas, tempestades e a janela, que não para de abrir e fechar desavergonhadamente

 

Assim, a janela que te abro todos os dias,

Espera o toque, a musica e o chamado para o enlace afetivo

Que de todo o amor ali passado,

Resultem ninhos. Assim seria felicidade para um pouco mais de um minuto ou segundo

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