Amor naturemor
Se e somente se você entrasse pala janela que te abro
todos os dias
Imitando o pássaro que adentra as folhas da frondosa
arvore
E que cantando agradecido, pelo colo oferecido, mesmo à
revelia
A faz sentir o amor em seus toques e atos e farfalhar
emanando seivas e néctares
Seria o encontro de um amor que nasce e morre a cada dia ao
diferenciarem si
Ou seria momentaneamente a dose de felicidade que faz do
amor algo n~~ao caro, mas raro
Sim o amor deve ser mesmo raro, como o passar do pássaro pelo
galho da agora quieta arvore.
Ele, o amor, se distribui em partes como as penas e as
folhas e passarinha.
Invade mundos com cantos, cores e encanta.
Voa. Deixa a arvore, imobilizada pela raiz que a faz piso,
chão, teto, lugar
Fecham se as janelas, silenciam os cantos e se v~~ao os
toques, mudam as estaçoes
Seca, fogo, frio, chuvas, tempestades e a janela, que não
para de abrir e fechar desavergonhadamente
Assim, a janela que te abro todos os dias,
Espera o toque, a musica e o chamado para o enlace
afetivo
Que de todo o amor ali passado,
Resultem ninhos. Assim seria felicidade para um pouco
mais de um minuto ou segundo
Nenhum comentário:
Postar um comentário