domingo, 20 de abril de 2025

aimum

 a dificuldade de se nascer sabendo que nao sera reconhecida como uma coisa ou pesssoa boa ´´e de cetta forma indiferente, para ela

nem sabia o que era nascer... 

mas, ujm dia, nasceu e gostou disso


viu, ouviu, foi tocada e tocou

foi devorada e devorou

foi vista e se viu... e gostaa do que via...

belezas, riquesas, mundanices, entradas e saidas, ela via 

e embrulhada em sua veste ultime, ainda sem ser despertada, foi vista

mas, nao desembrulhada... foi agredida, e nao agrediu, apenas dormiu a dormencia dos desentendidos


ficou la, sendo estudada, provocada, massacrada, lombrosamente, avaliada

ficava la, inerte. mas via, sentia e se mantinha quieta, ate em pensamento, temia

o que via a sua volta mal dava para entender o rumo do caminho

caso tivesse que sair e andar... 


queria andar, se libertar, falar, cantar e ate

dancar... 

nao podia, estava ali, inerte imovel num emaranhado de confusas ordens. 

foi  assim que ficou por milenios

ate hoje. ... 

momento da nova tentativa de nascer de novo, pode ate ser em vao, mas, porque nao???????

quarta-feira, 16 de abril de 2025

liquidezas


diferenciam se os corpos
fura se a bolha
e o grande milagre acontece
o ar... invade caminhos antes pantanosos

a agua densa, escorre livre buscando a sua evaporaçao ciclica
a vida que nasce, grita, ao sentir o choque de um mundo inteiro que entra com o invasor e o arremessa ai desconhecido caminho
toques, choques, cortes, sangue, cordas e cordoes se minsturam com sons incompreesniveis
e as dores, que se mostram grandes ou pequnenas, de acordo com o berros, ainda inocentes e descontaminados

serao eles presentes so no nascimento
ou serao companheiros do novo corpo
nao se sabe, nao se preve
mas, sabe que o respiro, o ar, esse sera par

ou outra liquidez tomara conta do que naquele momento se concretizou como corpo
diferenciam se as concretudes, as realidades e suas nuanças se tornam cada vez mais liquidaz 
lugares em que os corpos se campos em que as experiencias sa~~o as avenidas, 
alimentadas por ventos e por tempestades que as tornam nem sempre retransitavess



ar ou vento?... ventanias

 nascer ou conhecer o ar de cara?

milagre do respiro?

primeiro toque invisivel

um dos quatro elementos vitais, a partir dali...


hora nona, 

milagre

se sera vento ou ventania, nao se sabe o que agora toca o corpo

assim o momento de diferenciaçao entre o que era liquido e denso, que agora se faz leve e passageiro


 entre por narinas, pela pele e se estabiliza como senhor da corrente entre os demais formadores do que se fez condutos do fio de vida..m

sim senhor, se nao respiro, nao vida

sim senhor eu reino... 

mas, se sera vento ou ventqania, voce que escolhera


sexta-feira, 11 de abril de 2025

 

O palco caiu

 

Caiu de velho, de mofado, de esquecido, de ignorado

O palco caiu de não uso

Caiu de ruim.

Foi entre esses dizeres que o grande palco caiu

 

O palco, lindo, resistiu

Ate onde pode, ate onde deu conta.

O palco ficou, entre lenços e cortinas

Mostrou sua beleza ate na hora fim

 

Belo, exuberante, teimoso, inquieto,

Criativo, lúdico, forte, grande

Colorido, incrível... tudo ele era

E caiu mesmo por ser, ou tentar, ser diferente...

 

Nele piso era pele

Nele cortina era coração

Nele, luzes eram olhares

Nele pessoas eram gente

 

Nesse palco, reinava a alegria

Antes da bulímica hora

Nesse palco o grito

Aqui não se atua a violência da imoralidade em assédios em bullyings.

 

Por isso prefiro cair, como palco.

Como palco, não sirvo você

Plateia cujo palco

São os oprimidos sem saída.

 

Hoje fui

Mas amanha

não serei

mais... juro

 

não serei mais palco para suas violências

quando depois dessa queda

renascer de novo

como palco para o que deveras sou... alegria de ser o palco da vida...

 

 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

importaçoes

ninguém se importou quando ela chegou
ninguém a viu e quando a olhou, marcou como o que ela e?

ninguém se importou quando ela se enroscou e paralisou se diante das intempéries

... qiamdp ela rasgou diplomas e bebeu títulos, nada. 
ninguém se importou

e ainda quando ela, começou a cair
em redes, em armadilhas, em enredos e em ruas mesmo, ninguém nem ai

ate quando ela caiu em pranchetas, em valetas e em maletas, 
se importarem  quanto ao saber gostar da matemática, defender o meio ambiente e a arte, como parte dela e disseram não, isso não 

só se importaram com ela quando era para disser não.... 
 

ai, ela ficou tão importante...


dai ela disse...


ai que badalo...
ai que tudo
e ai que vida importante

ela estava vivaaaa mesmo sem ser importante para quem não se importa....

e a diferença entre importância e significância foi instaurada e compreendida por ela.

ai que força....ai que representatividade boa... 
porque ela se importava ...

com suas costelas, 
com seu braço esquerdo
com seu joelho e 
com seu neural sináptico. 
que se desenvolve se desenvolve entre nãos que os cortam e que ofuscam suas possibilidades de brilhar talvez onde alguem se importe...

segunda-feira, 7 de abril de 2025

O milagre de nascer em Cuiabá como paus rodados

 

O milagre de nascer em Cuiabá como paus rodados

 

Foi como numa noite de verão

O seu André disse no hospital

Goiânia não, vá para Cuiabá...

La, recebem bem e comem bem

Podem fazer comida.

 

Roupas? Vender roupas não...

Em Cuiabá se trabalha e se come

São povos de chapa e cruz

São povos hospitaleiros... e a ordem lá e ser feliz.

 

Cuiabá, melhor destino.

E cinco foram os minutos que o adeus Goiânia se fez

O mapa foi ajustado

E os sonhos mudaram de estado

A casa dos sonhos agora estava bem longe da avenida goiás

 

Os sonhos mudaram de lugar.,

e em 1980 fizeram do chão cuiabano

palco de um grande espetáculo

em que abriram se cortinas pra receber os atores da grande comedia do amor

 

hoje, quarenta e seis anos depois, o show  ainda não acabou

E o abraço ainda secreto

se apraz de uma única verdade

pau rodado em Cuiabá tem liberdade e pode falar, deitcha  queto seu minino, aqui ninguem faz mal a ninguém!

sábado, 5 de abril de 2025

Solidão em dia bom

 

As vezes a única saída e rotar

Movimentar no próprio eixo de equilíbrio

E de forma lenta, entender o que o momento exige

O remédio deve ser absorvido de forma seivica

 

As vezes a única entrada e a volta

Ao centro de um mundo que o fez único

Ao mesmo local onde se uterou a vida em ecos

Tocar de novo na rédea umbilical, e redirecionar faróis

 

Mas, tem vez que o bom mesmo e apreciar

Cada movimento que afeta e desequilibra oikos ósmicos

Cada sentido que se manifesta e ao mais leve toque reage enérgico

E faz de todos os corpos gratos, diante de manifestações vitais e cósmicas.  


sexta-feira, 4 de abril de 2025

 

De nada adiantou querer ser e nascer de novo

De nada valeu seivar

Pena, paura, dor, torpor

Sobrou medo

De montão

E de nada adiantou as grandes doses de amor

Desperdiçadas?

nao, nao, amadas, vividas e engolidas.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

 

Grotescesncias, obrigada mãe!

 

E o silencio deu lugar ao que antes provocava risos

A escuta aguçada pela descoberta de que a seiva está debaixo da casca

Que o sangue que corre nas veias também se envergonha e se autopune

Dando lugar a sons ocultos e que se manifestam no corpo, ainda pulsante.

 

Abrem se janelas, diante das escutas

Matinais e noturnas, que costuram e remendam os retalhos colhidos durante o dia

A luz que entra assusta. Limpa a escuridão do que antes tapava os olhares

A fenda que se abre racha um chão cheio de certezas, eufóricas e traiçoeiras

 

A viagem pelo campo maravilhoso das possibilidades iluminativas

Faz dos encontros matinais e noturnos, mais que acadêmicos, mas vitais

Entre as fendas, novas verdades postas procuram se esconder, ilusionismos vãos

Educadamente as cancelas são empurradas por um carinho sábio e intrometido

 

E o rubor se instaura como um sinal de que nem tudo era assim tão certinho.

E entre um desculpe vou ter que ver isso melhor, filha e um será que estou pensando no caminho certo?

Um dos elos da corrente que lacrava a janela risica, se rompe.

E a verdade, promove outro nascimento a repetição do momento milagre.  

quarta-feira, 2 de abril de 2025

 

Amor naturemor

 

 

Se e somente se você entrasse pala janela que te abro todos os dias

Imitando o pássaro que adentra as folhas da frondosa arvore

E que cantando agradecido, pelo colo oferecido, mesmo à revelia

A faz sentir o amor em seus toques e atos e farfalhar emanando seivas e néctares

 

Seria o encontro de um amor que nasce e morre a cada dia ao diferenciarem si

Ou seria momentaneamente a dose de felicidade que faz do amor algo n~~ao caro, mas raro

Sim o amor deve ser mesmo raro, como o passar do pássaro pelo galho da agora quieta arvore.

Ele, o amor, se distribui em partes como as penas e as folhas e passarinha.

 

Invade mundos com cantos, cores e encanta.

Voa. Deixa a arvore, imobilizada pela raiz que a faz piso, chão, teto, lugar

Fecham se as janelas, silenciam os cantos e se v~~ao os toques, mudam as estaçoes

Seca, fogo, frio, chuvas, tempestades e a janela, que não para de abrir e fechar desavergonhadamente

 

Assim, a janela que te abro todos os dias,

Espera o toque, a musica e o chamado para o enlace afetivo

Que de todo o amor ali passado,

Resultem ninhos. Assim seria felicidade para um pouco mais de um minuto ou segundo

 

Eu andante...

Se piso, chao

Se ando, caminho

Se me encontro, solo

Se nos encontramos, lugar

Se tudo isso acontece, magia

Se com liberdade, natureza

Se bailo em vários contextos, vida.

 

 

Do topo do meu corpo

 

Assisto, do topo do meu corpo

Nascentes, sangue, seiva, seitas.

Serenos, orvalhos, neblinas

Fogo, frio, fumaças

Mortes, cruzes, flores

Do meu topo vejo

Contornos de outro corpo,

No chão, em giz branco

Arte num chão, berço 

 

Do topo do meu corpo, olho

Observo, naturo,

E guardo

Tudo em caixinhas

Que de dentro do topo de meu corpo

Se esvaziam em sentimentos

Alimentando as raízes de um corpo

Ainda em construçao.