Sou um corpo de mulher negra onde a vida negocia com a morte. Cada escolha vibra na pele: heranças de resistência, desejos e medos. A morte propõe silêncio e partida; mas quem decide é este corpo que respira, que ama e sente. Escolho cuidado, rituais, risos e descanso. Reivindico autonomia sobre meu tempo e minha dor. Transformo luto em luta e memória em força. Viver, para mim, é responder com presença, ação e ternura — uma escolha que pertence ao corpo vivo. Celebro a coletividade: meu corpo decide com ancestrais e irmãs, afirmando que prazer, resistência e alegria são formas de viver inegociáveis.
A morte negocia com a vida, mas quem escolhe é meu corpo vivo, na experiência da vida. Sou mulher negra, marcada por histórias que tentaram me silenciar, mas é neste corpo que decido. Entre dor e prazer, entre luta e descanso, é aqui que a vida se afirma. Não sou apenas sobrevivência: sou criação, afeto e potência. A morte me sussurra limites, mas meu corpo responde com dança, com riso, com voz. Na pele, no sangue e na memória das minhas, escolho viver, reinventar, resistir e florescer. A vida é minha assinatura, a morte apenas espera.
✨ Manifesto ✨
Eu, corpo vivo de mulher negra, afirmo: a morte negocia com a vida, mas a escolha é minha. Não sou objeto de destino, sou sujeito de decisão. Carrego em mim as marcas da luta e a herança das que vieram antes, mas também o direito ao prazer, ao descanso e à alegria.
Minha vida não é apenas sobrevivência, é criação, é liberdade, é potência. Recuso que meu corpo seja lido apenas pela dor; nele também mora a festa, o amor, a dança e a ternura.
Neste corpo, eu decido quando calar e quando gritar, quando parar e quando florescer. Minha existência é resistência, mas também é invenção.
Escolho viver. Escolho ser. Escolho transformar cada respiro em ato político de presença.
A vida é minha. A morte espera.
e, se eu escolho, em alguns momentos sobre viver, também é uma escolha. Se só minha, aí eu ainda não sei.
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