segunda-feira, 2 de novembro de 2020

o que a vida me deixa...

 Viver é como ver um rio indo e você tentar acompanhar sua correnteza...

As veses, vagarosamoente, 

as meses rapico 

caudaloso e até bme calmo..


Tem momentos que voce consegue ir junto

vendo a folha que boia ao seu lado, pelo longo do caminhi

por longo tempo



mas voce tem que descansar

ai a folha segue seu caminho e voce fica

dorminido... 


quando acorda 

tudo no rio é novo

khtras folhas, outros aguas outeos galhos

ourtra correntesas


Assim a vida

não adianta correr atras dela

so apreciar e viver 

aproveitando a vista que ela te deixa ver ....

bo caso do rio,.

aproveitar os seus balanços e corredeiras....

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

no dia em que o amarelanja conversou com o cinza... um dia ...


A espera foi longa...


e ficou cinza...


De amarelo se veste


 
o verde


Que de novo fica cinza


coroado de amarelos e verdes


vetora


Floresce, em brancos e lilazes e de novo...


se acinzenta....


bordando caminhos...


de acessibilidades energizantes....


que passam de amarelo



portal, 


que leva a um cinza..



e que de novo renasce, depois do encontro 



revelador


de que se o cinza ameaça


temos que voltar 


para que o elo, não seja perdido....e se faça de novo, cinza


Depois que o poeta guardou a peneira 
Que agora, dialoga com o cinza.....
Amarela, ou, amarelada...
negociando o espaço e esperando outra aventura
de poder outra vez
água carregar...
Sem cinzas para te assustar...




 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

limão e felicidade...

 Limão e felicidade...


Ás vezes buscamos a felicidade em tantos lugares

Saímos em longas jornadas 

Quixoteando entre moinhos de vento que num passe de mágica, leva tudo que nos parecia, vital...


Às vezes, e só às vezes. ao buscar a felicidade, esbarramos em alguns momentos felizes...

Que tão momentaneamente se vão, que nem temos tempo de sentir o seus sabores

E de novo, ficamos a procurar...


Por muitas vezes, a procura da felicidade nos faz encontrar com afirmações de que ela não existe

É utopia, nunca será real... E isso se repete por várias vezes...

Quase nos fazendo desistir da jornada...

De procurar um sinal de que ela existe e que pode se manifestar ou, quiça ser experimentada...

Acredito tê-la encontrado algumas vezes...


Algumas raríssimas  vezes e somente, algumas raríssimas vezes, acredito ter encontrado e sentido o seu sabor: limão com açúcar!!!!!!!!

Um sabor que insiste em marejar os meus olhos e regar o meu coração

Todos os dias que me lembro do que encontrei naquele momento

E pude dizer: Nossa a felicidade existe e tem sabor....


 pude sentir o gosto da felicidade...

E eu tenho certeza 

é como se fosse limão com acúcar


o que me deixou grilada é que o sofrimento

tembem sobe aos olhos e descem com o mesmo gosto...


Diário de um avariado de guerra


Hoje estou numa trincheira diferente, uma trincheira da vida, do consciente, do que vi e do que ainda verei e vivenciarei, com esse corpo, agora mutilado.

Toda guerra que eu participei, sai ferido. 

Relatarei a primeira, para que o leitor possa descobrir onde esta a minha dor, depois de participar dela.

a missão era auxiliar um pelotão em formação. trinta e seis, guerrilheiros em formamção.




segunda-feira, 10 de agosto de 2020

sambiquira

 SAMBIQUIRA


- Olha o que eu trouxe para o jantar, ganhei da Mara, uma maravilha! 

-Que bom, estamos mesmo precisando dar uma variada no cardápio!

    A mulher olha o pacote, com ar de descobrimento do Brasil e diz: entre risos "mas, o que que isso?"

    Ele diz, é isso mesmo, que você está vendo, eu amo essa parte da galinha...

    -Sim, eu sei que você gosta do sobre, mas do...da... dessa parte aí e desse tanto, nunca imaginei, que vendessem isso! Gennnte e quantas tem aí?

    - Ora, são dois quilos, quantas unidades eu não sei!

    - A Mara fritou, e disse que é uma delícia frito.

    - Beleza, vou fritar, mas, será que ela tirou a pontinha?

   - Que pontinha, bel? - pergunta rindo o tião.

    -Quando eu faço o sosbre, tiro o gordinho com a pontinha dele... mas, agora, são tantas pontinhas, nossa!!!

    - Faça do seu jeito. até a noite, amor!

    Limpa a geladeira. Faz o doce do caju, a conserva do pequi, que estavam congelados,  olhando e preparando cardápios com os dois pacotes, na bacia, amolecendo e esperando o tratamento.

    Temera. Sal, alho e pimenta do reino. Olha para os quase centenas de pontinhas, a mirando e fica na duvida. tira ou não?

    Deixa a bacia lá. Limpa a pia, coloca as panelas do almoço no fogao. Arroz, feijao e o peito de frango da dieta do filho...Alem dos legumes e farofa...

    Chegou a hora. Pega a bacia. Passa o dedo no gordinho da peça e sente o gosto. Constata: "tá gostoso!"

    Pega a panela de gordura que acumulou dos torresmos consumidos em 140 dias de ilhamento, oicosamento, que nominam de isolamento social. Acende o fogo e espera a dança da gordura, enquanto a vitima não chega...

    Pronto! Inicia o ritual, Catorze escolhidas, com os biquinhos, vão para a panela. 

    Espera. Retira e olha demoradamente... fotografa.  Esse biquinho, sei não, não ficou bom!

    Desliga o fogo, pega a bacia, e começa a tirar os biquinhos, das próximas vítimas, decidida a prepara-las melhor, afinal, ainda era dezenove horas e o dia dos pais ainda estava longe de acabar. Ao contato da faca, explosões minusculas, aconteciam, e delas escorre um liquido, amarelinho, bem pouquinho...

    Agora sim! Olha e depois de esquentar a gordura, coloca uns quinze, para a dança...

    Retira. Olha. Aprova. fotografa. Bem melhor, mudou de figura, lembra até outra parte, mas, não da galinha... Pensa ao fotografar....

    Arruma as fritas com as partes pontudas, retirando os biquinhos, e volta as para a panela... Afinal, mereciam ser tratadas como as demais...

    A bacia cheia se torna um delicioso banquete.

    Antes de iniciar o jantar, arruma um pratinho . com umas oito unidades e leva para o Evaldo.

    Hora mais oportuna, não teria, ele estava com o prtao de comida na mão, em plena garfada.

    Anuncia: "Fiz um prato diferente, hoje!

E, ele olha... Com o mesmo olhar do descobrimento do Brasil, e pergunta

   - Esse prato, é do que eu to pensando que é?- O tom tão serio, que ela ri...Ao dizer que sim. 

    Ele, pega a peça mais douradinha, e pede que ela guarde as demais para ele comer depois...