quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Do topo do meu galho seco,,,



no topo do galho seco 
morava um passarinho
do topo do galho seco
o passarinho cantava assim

sou eu sou eu sou eu
voei voei voei e assim
vi coisas boas e ruins
mas água, só bebi de rio limpinho...
Cantando canto comemoro, ainda
posso cantar assim...

Aqui de cima do galho seco
sinto e vejo tudo, tudinho
o que mais me encanta
daqui de cima do meu galho seco
É o poder que o silencio tem
o qual quebro com o meu canto... 
pedindo uma licençinha, canto encantado

Do meu galho seco agora, 
Feliz, canto bem baixinho
E do embalo desse meu canto
Vejo a força que tenho na vontade de viver...
Vejo que meu poder de encantar
vem das notas de meu canto
daqui do topo desse galho seco
Assisto em lágrimas
um mundo a viver sem mim... 


fonte: meu caderno de 2016;

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Notem o conforto


Notem

Não sabem de nada
Eu vi
Vivenciei
Fui
Deixei ser
Deixando de ser

Vocês não sabem de nada
Sonhei
Morri
Sonhei
Mumifiquei

Acorde
Levantei
Cai
Andei
Desandei
Parei
Desconforto total

Me esborrachei
Num poço
Ainda rosa

-Choque?
-Não!!!!!!
-Grená.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Um dia, um encontro... A borboleta azul.

Ela veio assim
no meu caminho


Quase se foi 
no asfalto...


linda
azul
borboleta azul

 levei a ao jardim
linda
a borboleta
minha
azul
Educada, 
visitou 
relacionou
afetivou
maos


recebeu visitas
mas
ficou
minha
escolheu
Viver 
seu 
dia 
unico
comigo...



a linda borboleta azul...
Num julho que anunciava os
despedaçamentos de julho...

domingo, 18 de agosto de 2019

da ninha ninha ninha

ERVA DA NI NHA

enjoa a ninha ninha ninha
da ninha ninha ninha 

ela ela ela
eva eva eva
era era era era
daninha

eva eva eva eva
adao adao adao
na ninho na ninho na ninho

da ninha ninha ninha.......

ninguém sabe a dor da ninha
a dor da ninha ninha da ninha
a dor a dor a dor...repetições de dores
agora sofrimentos não sabidos

da ninha
vomita-se
dores...

domingo, 28 de julho de 2019

Borboletas

Borboletas

voando em bandos
coloridas
amarelas, roxas, vermelhas e
azuis...
voando sós
colorindo...

Escolhem seus destinos?
Voam sem rumos?
Sabem quem são?
Nada disso?
Mas, voam...

Colorem
Nasceram
Alegram
Nasceram
Aureolam
Nasceram
Viveram
Um dia...

Beleza rápida.
abriu um junho despedaçado

O sofrimento deveria ter idade
Em cada corpo que ele se manifestasse
Deveria morrer antes dos trinta
ou, dos quarenta, no máximo
ou talvez pensando melhor
Ele deveria morrer mesmo era quando ele se conhecesse

Veria, o sofrimento, o quanto ele é insistente
Em certos corpos...
Aí, ele mudaria os seus designeos
Para alegriamento, feliciamento, ajudamento, respeitamento...

Se o sofrimento tivesse idade
Ele cansaria, assim como o corpo solitário
Ele pediria para sair
E sairia...Se o corpo deixasse...

Vá sofrimento, vá passear
Voe
Viaje
Fora do meu corpo...
Por um bom tempo.