domingo, 14 de julho de 2024

Deu quase tudo certo...

 O problema foi que deu quase tudo certo


A unha, o sapato, o quadro

O ônibus parado, o ronco da moça...

Senhora que dorme, senhora no sono, no sono, no sono

Moça que ronca, que ronca e mistura ao sono da velha senhora, o ronco da moça 

Ônibus andando 

O ronco e o sono

A unha, calcanho, o batom e o chinelo

O balanço do ônibus 

O ronco da moça, o sono da velha, o olhar de uma casa escondida em neblina, perto de uma linda colina

Num agora cinza, que faz com que da retina, em busca de cores

Procure outro chao e encontra ovalados, outros olhares

Olhares que antes gabirobabavam deleitosamente, e que agora assistem ao carpinteiro do chão, assistem, assistem

O ônibus, a unha, o ronco da moça, o sono da velha

O milho, a soja, o sorgo, o arroz e o feijão, colorem o cinza, porque não? Porque não? 

É que da janela, vinha cores não... Via se o cinza... 


sexta-feira, 5 de julho de 2024