O problema foi que deu quase tudo certo
A unha, o sapato, o quadro
O ônibus parado, o ronco da moça...
Senhora que dorme, senhora no sono, no sono, no sono
Moça que ronca, que ronca e mistura ao sono da velha senhora, o ronco da moça
Ônibus andando
O ronco e o sono
A unha, calcanho, o batom e o chinelo
O balanço do ônibus
O ronco da moça, o sono da velha, o olhar de uma casa escondida em neblina, perto de uma linda colina
Num agora cinza, que faz com que da retina, em busca de cores
Procure outro chao e encontra ovalados, outros olhares
Olhares que antes gabirobabavam deleitosamente, e que agora assistem ao carpinteiro do chão, assistem, assistem
O ônibus, a unha, o ronco da moça, o sono da velha
O milho, a soja, o sorgo, o arroz e o feijão, colorem o cinza, porque não? Porque não?
É que da janela, vinha cores não... Via se o cinza...
